Vitória, 06 de Setembro de 2010



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ARTIGO: Esse tal de Core Business é importante e traz diferença mesmo para as empresas? – Parte 4. – Marcelo Scarpinelli
Notícia publicada em 06-02-2010.


  Os níveis de concorrência se tornam a cada momento mais agressivos e especulativos para as empresas, se fortalecendo incrivelmente em um mercado altamente capitalista, onde os desejos de consumo nem sempre são saciados e sim os desejos comerciais de lucratividade. Para tanto, existem várias estratégias que possibilitam empresas a diferenciarem de outras agindo de forma saudável e transparente. Uma dessas estratégias, como abordado nos artigos anteriores e finalmente complementado nesse é a visão da empresa na utilização do Core Business, ou seja, atribuir um produto foco ou produto principal de sua linha, fazendo com que este receba investimentos e torne atrativo para os consumidores.

Logo, Zook & Allen (2001), salientam que “pouquíssimas empresas crescem e geram valor de maneira sustentável... Aquelas que o fazem tendem a se concentrar em um, ou no máximo dois core business nos quais são líderes incontestáveis”. Baseado nisso, ressalta-se que a posição estratégica da empresa é fundamental no resultado a ser obtido com o posicionamento, considerando, entretanto, sua eficiência na gestão e também seu desempenho no produto foco. Além disso, nesse posicionamento da empresa em projetar resultados baseando-se em seu Core Business, se corretamente estruturado, os benefícios são elevados e todo o ciclo de negócios da empresa acaba sendo tratado de forma diferenciada pelo mercado, haja vista que o potencial econômico da empresa com relação ao produto foco ganhou mais prestigío e longevidade.

Portanto, essa postura da empresa em adotar estratégias que tomam como foco um ou dois produtos principais é compreendida pelo mercado como forma de diferenciação entre outras empresas, pois grande parte dos investimentos é voltada para estes produtos, os quais acabam passando por períodos maiores de estudos e pesquisas, o que aumenta a dedicação na qualidade e eficiência desse produto. Outros organismos de mercado preferem itens diversificados na linha de produtos comercializados pelas empresas, com alegação de que a empresa lucra mais com uma linha extensa de produtos, porém, assemelham lastros de deficiência de qualidade, pesquisa e tecnologias, afetando, infelizmente todos os outros produtos que fazem parte das negociações de mercado. Enfim, mesmo que a empresa determine em igualdade, investimentos, tecnologias e dedicação para toda sua linha de produtos, a abrangência a ser focada atrapalha a projeção dos produtos no mercado, pois as atenções estão voltadas a um conjunto de produtos, que nem sempre acabam sendo absorvidos pelo mercado de forma integral e desejada pela empresa.

Abraços,

Marcelo Scarpinelli
marceloscarpinelli@hotmail.com
Graduado em Ciências Contábeis – FAEF
MBA em Administração e Marketing – FAEF
Pós Graduação em Contabilidade e Controladoria Empresarial – UEL
MBA em Gestão Financeira, Controladoria e Auditoria – FGV





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