Vitória, 06 de Setembro de 2010



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ARTIGO: Gestão: “Discernimento e Aplicação.” - Wolgano Messias
Notícia publicada em 06-02-2010.


  O século 21 apresenta alguns perigos e oportunidades extremos, exigindo pesquisas e estudos bem estruturados, visando fundamentar com solidez a tomada de decisões no âmbito de países, governos e executivos ligados a negócios. É certo, esses perigos e oportunidades serão personagens presentes em todos os cases a serem estudados por profissionais de consultorias e universidades que quiserem consolidar a dianteira neste novo mundo competitivo. Alem disso, a sociedade precisa de uma escola para cuidar da civilização, não apenas de escola para administrar empresas. Muitas coisas sobre o futuro tecnológico são incertas. No entanto, em minha opinião, estudos futuristas responsáveis são projeções lógicas baseadas naquilo que já conhecemos. A compreensão do futuro é questão de lógica, de história, de ciências, e de compreender organizações complexas.

É preciso ficar bastante atento ás macro-tendências, ou seja, trata-se de tendências já em andamento, que acarretam conseqüências substanciais, e parecem inevitáveis ou muito difíceis de ser modificadas. A título de exemplo, a internet, as fibras ópticas, a comunicação business-to-business em tempo real, os micro-sensores, o data mining (análise automatizada de dados com o objetivo de encontrar padrões e tendências), as técnicas de imagens para diagnósticos médicos e o mapeamento genético.

Talvez, as mudanças mais refinadas e significativas, sejam as que ainda estão no estágio de pesquisa: a nanotecnologia, a medicina relacionada aos genes, as modificações genéticas, a tecnologia para evolução robótica, a robótica inteligente, as células de combustível, a energia nuclear de quarta geração e os nanotubos de carbono.

O ritmo da mudança aumenta sem parar. A tecnologia pode ser assemelhada a uma avalanche que ganha impulso e força conforme desce a encosta da montanha. Cada geração de tecnologia oferece instrumentos melhores para criação de melhores tecnologias para criação da etapa seguinte, e as gerações se sucedem em ritmo acelerado. A revolução industrial marcou o início da avalanche, com movimentos lentos no começo, porém agora ela vem montanha abaixo com uma intensidade impressionante. E, podemos ter certeza de que essa avalanche não diminuirá seu ritmo daqui em diante.

No mundo dos negócios, os impactos serão a inovação constante, a crescente necessidade de empreendedorismo e de liberdade para o comercio mundial. No longo prazo, haverá aumento da produtividade por volta de 2,5% ao ano nas nações desenvolvidas, mas com índices bem mais elevados em países como a China, Índia e Brasil. Outra característica será o significativo aumento das importações e exportações da China.
A sociedade não pode abrir mão da tecnologia do século 21 por causa de seus malefícios. A solução é simples: não faz sentido adotar uma tecnologia apenas porque ela está disponível, como vem ocorrendo há décadas; é preciso ter sabedoria para reconhecer que algumas novidades são uma benção para humanidade e que outras podem destruí-la.

O avanço acelerado da tecnologia emergente guarda uma correlação diretamente proporcional com os riscos, e trará novos desafios para o presidente de empresa que terá um nível de exigência cada vez maior, com a progressiva capacidade de aumentar o valor para o acionista. Quase todos os negócios e setores precisam ser repensados. A crescente complexidade do mundo, e a atuação globalizada, exigirão um trabalho em equipe cada vez maior, a fim de integrar os vários profissionais. Com certeza os problemas econômicos e sociais mundiais exigirão uma atenção mais refinada.

O avanço de nosso conhecimento nos capacitará a criar uma grande civilização. Se não conseguirmos fazer isso, será em decorrência de fatores que poderiam ter sido evitados, como a cobiça e a falta de educação, os interesses escusos e a má administração, além do consumismo exagerado, e a ganância por lucros.

Por fim, o nosso grande desafio do século 21, consiste em desenvolver a nossa capacidade de sobrevivência, eliminando os fatores que podem destruir o ser humano. São muitas as ações necessárias para isso, mas também temos muitos meios a nossa disposição para empreender essa tarefa. No entanto, precisamos ter consciência de que é necessário agir rápido: quanto mais esperamos, maior será o risco.

Overview:
O sucesso brasileiro, é bom ressaltar, está sendo motivo de comentários na Comunidade Financeira Internacional. Temos razão de sobra para nos orgulhar, e é prazeroso ouvir elogios de Profissionais Analistas competentes.

O grande ponto de observação é que em quase todos os circuitos de palestras e eventos internacionais, as palavras crise e recessão estão presentes, notadamente, nas introduções das temáticas.

A revista The Economist, destacou em sua capa, o Brasil, com a seguinte manchete: “Brazil takes off” (O Brasil Decola). É reconfortante saber que, finalmente uma crise nas proporções que teve a de 2008 não causou tanta destruição como o fizeram as anteriores. Sabemos que não se dissocia nossa economia da mundial, pois caminham observando um mesmo ponto, crescimento com desenvolvimento.

Após tudo isso, quando fazemos uma correlação do nosso país com os países ricos, podemos afirmar orgulhosos, terminamos bem 2009, com indicadores de desempenho econômicos firmes.

Estou relembrando tudo isso, com intuito de ressaltar que as cobranças que serão feitas aos países emergentes nas questões humanas serão grandes e intensas, visto que, a maior parte das decisões sobre pessoas virá dos países emergentes nos próximos anos. Entendo ser de nossa responsabilidade, tornar grandes e sustentáveis essas decisões. Precisamos eliminar a burocracia e a insanidade política entorpecedora, essa complexidade que permeia tudo.
Para que não percamos a linha mestra da responsabilidade, reforço o grito de “Fique alerta Brasil”.

Reflexão: “O propósito fundamental da empresa é criar valor econômico. Quando o rendimento é maior do que o custo de capital, cria-se valor. No entanto, muitas empresas confundem essa meta com a de crescimento, que deve ser a segunda. Metas de crescimento podem destruir a estratégia”. “Nenhuma empresa quebra por ser lucrativa demais, e sim por querer crescer demais”. (Michael Porter, Professor de Harvard Business School, consultor de Grandes Corporações).

Sugestão para Leitura: A Revolução Decisiva “Como Indivíduos e Organizações Trabalham em Parceria para Criar um Mundo Sustentável”, Peter Senge, Ed. Elsevier/Campus, 2008.
Sinopse: Liderados por Peter Senge - conferencista sênior do MIT – Massuchets Institute of Technology e presidente fundador da Society for Organizational Learning -, Bryan Smith, Nina Kruschwitz, Joe Laur e Sara Schley apresentam um estudo - no formato de livro - sobre mudanças e movimentos promovidos por indivíduos e corporações na criação de dinâmicas sustentáveis.

Prof. Wolgano N. Messias
Doutorando em Sociologia Econômica
Diretor do Instituto de Tecnologia Avançada em Gestão do ES – ITAG-ES
Tel.: (27) 3299-9588
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